Brasil embarcou 288,7 mil toneladas em abril e já supera 1 milhão de toneladas exportadas no primeiro quadrimestre do ano
As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo positivo em abril de 2026, com embarques de 288,7 mil toneladas, crescimento
de 5,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o volume exportado foi de 274,1 mil toneladas. Na comparação com março deste ano, o avanço foi de 6,6%, consolidando mais um mês de desempenho consistente para o setor.
A receita das exportações em abril alcançou US$ 1,719 bilhão, alta de 29,1% na comparação anual e de 15,9% frente ao mês anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira no mês, com importações de 138,9 mil toneladas e receita de US$ 886,5 milhões. Em relação a abril de 2025, o volume embarcado ao país asiático cresceu 28,8%. O mercado chinês respondeu por 48,1% de todo o volume exportado pelo Brasil no período.
Os Estados Unidos seguiram como segundo principal destino da proteína brasileira, com 42,4 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 279,9 milhões. Na sequência aparecem o Chile, com 10,5 mil toneladas e US$ 62,1 milhões, e a União Europeia, com 8,7 mil toneladas e US$ 78,4 milhões em compras no mês.
Os produtos in natura seguiram liderando a pauta exportadora do setor, representando 87,3% do volume total embarcado pelo Brasil em abril.
PRIMEIRO QUADRIMESTRE
No acumulado entre janeiro e abril de 2026, o Brasil exportou 1,091 milhão de toneladas de carne bovina, crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume embarcado foi de 951,5 mil toneladas. A receita no primeiro quadrimestre alcançou US$ 6,047 bilhões, avanço de 32,8% frente ao mesmo período do ano anterior.
A China também liderou as compras da carne bovina brasileira no acumulado do ano, com 474,2 mil toneladas importadas e receita de US$ 2,724 bilhões, representando 43,5% do volume total exportado pelo Brasil e 45% do faturamento do setor no período. Na comparação anual, o volume embarcado ao mercado chinês avançou 28,8%.
Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 149,8 mil toneladas embarcadas e US$ 962,5 milhões em receita, equivalentes a 13,7% do volume total exportado pelo Brasil no período. O Chile importou 49,5 mil toneladas, com receita de US$ 286,6 milhões, crescimento de 12,2% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre de 2025. Já a Rússia registrou importações de 40,4 mil toneladas, com receita de US$ 178,8 milhões. Já a União Europeia somou 34,7 mil toneladas e US$ 299,7 milhões em compras, alta de 17,7% no volume em relação ao mesmo período do ano passado.
CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO
Em abril, alguns mercados do Oriente Médio e entorno do conflito registraram retração nas importações de carne bovina brasileira tanto na comparação com março quanto frente ao mesmo período do ano passado. Os Emirados Árabes Unidos reduziram as compras de 3.147 toneladas em março para 606 toneladas em abril, queda de 80,7%. Em relação às 3.859 toneladas embarcadas em abril de 2025, o recuo foi de 84,3%.
A Turquia caiu de 1.067 t para 438 t (-58,9%). Frente às 654 toneladas registradas em abril do ano passado, a retração foi de 33,1%. Israel também apresentou forte redução na comparação mensal, passando de 4.548 t para 2.692 t em abril (-40,8%). Apesar disso, o volume ficou acima das 2.498 t embarcadas em abril de 2025. A Líbia recuou de 2.077 t para 875 t (-57,9%). Em relação às 1.857 toneladas registradas no mesmo período do ano passado, a queda foi de 52,9%. Já o Egito reduziu as compras de 7.596 t para 6.774 t (-10,8%), embora tenha permanecido acima das 4.865 toneladas registradas em abril de 2025.