
COMUNICADO ABIEC • DECISÃO UE
maio 12, 2026Acordo entre ABIEC e China Meat Association harmoniza nomenclatura dos cortes bovinos exportados à China e amplia segurança nas operações comerciais
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a China Meat Association (CMA) assinaram, nesta quarta-feira (13), em Pequim, um memorando de entendimento para harmonização da nomenclatura dos cortes de carne bovina exportados do Brasil para o mercado chinês. O acordo busca padronizar os nomes utilizados nos produtos embarcados ao país asiático, trazendo mais segurança, previsibilidade e eficiência para as operações comerciais entre os dois países.

O documento foi assinado pelo presidente da ABIEC, Roberto Perosa, e pelo presidente da CMA, CHEN Wei, durante agenda institucional realizada na sede da entidade chinesa. O memorando estabelece que as duas associações irão desenvolver e divulgar conjuntamente uma “Lista Unificada de Nomes de Produtos Bovinos”, aplicável aos produtos exportados por estabelecimentos brasileiros habilitados para a China, com o objetivo de “reduzir confusões, simplificar processos comerciais e fornecer uma referência comum para os participantes da indústria”.
Segundo Roberto Perosa, o entendimento representa um avanço importante para os exportadores brasileiros. “Hoje nós temos um acordo entre a ABIEC e a China Meat Association, onde nós concordamos com todas as nomenclaturas dos cortes que são exportados para a China. Isso é um grande passo: evita contradições no momento do desembaraço da carga nos diversos portos aqui na China e facilita a vida do exportador brasileiro”, afirmou.
Perosa destacou ainda que o alinhamento traz mais previsibilidade e segurança às operações comerciais. “O exportador brasileiro passa a ter plena convicção de que, quando coloca uma nomenclatura na embalagem, esta nomenclatura está aprovada tanto pela ABIEC quanto pela Associação Chinesa da Carne”, completou.
O presidente da ABIEC também ressaltou que o documento será encaminhado às autoridades chinesas para homologação. “É claro que agora esse entendimento nós enviaremos às autoridades locais, mas já há um prévio entendimento de que ele será homologado”, declarou.
O memorando reconhece que o crescimento do número de plantas brasileiras habilitadas a exportar para a China resultou na utilização de diferentes nomes e descrições para cortes similares, o que passou a gerar dificuldades em processos de desembaraço aduaneiro, documentação comercial, circulação de mercadorias e estatísticas comerciais.
Para o presidente da China Meat Association, CHEN Wei, a assinatura do acordo ajudará a fortalecer e padronizar o comércio bilateral de carne bovina entre os dois países. “Acreditamos que, através da assinatura deste memorando, ajudaremos a padronizar e normalizar o comércio de produtos de carne entre a China e o Brasil. Também pretendemos fortalecer ainda mais nossa cooperação técnica e de padrões”, afirmou.

O acordo prevê ainda que a lista padronizada possa ser utilizada voluntariamente em contratos comerciais, invoices, packing lists, conhecimentos de embarque e documentos aduaneiros, além de permitir revisões técnicas periódicas entre as entidades para atualização das nomenclaturas conforme mudanças de mercado e lançamento de novos produtos.
Confira o documento aqui:


